
8008. Posfácio
traduzido por Heloísa Helena Rosas de
Almeida
Este "Pequeno Caderno
Púrpura sobre como Escapar deste Universo" não foi escrito
para aqueles que desejam escapar do sonho chamado mundo.
Ele foi escrito para
os que começaram a reconhecer que este mundo é apenas um
sonho.
Há, talvez,
muitas maneiras de se retornar à própria origem, muitos caminhos
de volta ao lar:
mas todos eles conduzem
- através do mundo e nenhum deles, de forma direta.
Antes de transcender,
deve haver envolvimento.
Antes do envolvimento,
há a entrega.
Mas não pode
haver entrega a algo que não se conhece.
Antes da cognição
há, ainda, a surpresa.
Surpresa que faz surgir o momento em que se tenta compreender o mundo ele realmente é - não como parece ser.
"Realidade é
o que você vê!"
diz o cego
e pede uma moeda para
o viajante que não tem nome para isso.
Olhando para trás, esse viajante sente-se traído por si próprio.
Olhando adiante, ele vê a montanha de permeio.
Olhando para a esquerda, ele vê o arrojado, afogado em seu orgulho.
Para a direita, os tímidos caindo.
Um passo à frente e ele não vê o chão.
Voltando atrás ele congela de novo.
"Eu sou o único?" Pergunta ele em desespero.
E, de repente, como aos sonhos deixados de lado, ele precisa de um amigo.
O que parecia fazer sentido, agora parece loucura.
Onde nada havia, agora tudo há.
E onde tudo estava, nada sobrou.
Os bons se tornam maus,
O que ele repelia,
alegra seu coração.
Surgem novos mundos enquanto os velhos se desvanecem.
"Que oceano?"
pergunta o sapo na
represa.
"Você não
sabe, viajante, que não há o outro mundo?"
"Em quem devo confiar?
"
Imagina o viajante,
olhando ao redor.
"Aqueles que não são sábios estão gritando mais alto"
"Mas os sábios nunca voltaram, uma vez que partiram."
"Aqueles que clamam que só eles sabem, todos eles querem meu dinheiro e minha alma também."
"Para aqueles que concordam com a verdade de qualquer um, é mais provável que perderão."
"Isso se chama isso
ou se chama aquilo?
Qual é o parâmetro?
Quanto custa?"
E vendo o viajante tropeçando, Deus Brahma Sahampati aproximou-se de alguém que tinha despertado
A ele, ele dirá uma vez mais:
"Há alguns seres
que nasceram puros,
Se eles não
te ouvem, eles vão tombar outra vez.
Esses poucos, eles
possivelmente entenderão."
Então, às
vezes, apesar de todo o ruído e incômodo, alguém que
caminhou todo o caminho pode concordar:
"Ok, então
vamos mudar de direção!"
Então acontece que, de vez em quando, alguém que acaba de despertar e não caminhou ainda, começa a dar a palavra aos poucos que podem entende-lo.
E que alguém
pode ser velho ou pode ser criança.
Ele pode ser um homem
ou uma mulher.
Ele pode ser rico
ou pobre, deste canto do mundo ou de outro.
Que alguém pode falar hebraico ou sânscrito.
Mas sejam quais forem as palavras que ele usar, dirá que são apenas pontos e que elas, por si só, não têm significado.
Ele dirá para o viajante: "Venha e Veja!"
Ele tentará convence-lo a não crer em nada.
Ele lhe dirá que ele deve confiar somente em si próprio, se quiser encontrar o caminho de volta.
Ele dirá: "Este foi o meu caminho - agora acha o teu!"
Isso por conseguinte,
é dito desde os antigos Éons:
"A virada do leme"
Este quadro simboliza a ajuda na entrada na irreversível trajetória em direção a origem.
E, isto é o que este "Pequeno caderno púrpura sobre como escapar deste Universo" trata.
Não está
aí para promover o "um único caminho".
Não está
aí como um guia para torna-lo rico e famoso.
Não está
aí para exercer poder sobre os outros ou sobre a natureza. Não
está aí para adicionar novas teorias às antigas. Não
está aí para construir uma comunidade - desculpe! E não
está aí para render dinheiro.
Está aí somente para ajudar a "virar o leme" para aqueles poucos que ousam olhar o mundo como ele é e como não é.
Qualquer que seja o
caminho que você caminhe, prezado leitor; que você chegue!